sábado, 29 de junho de 2013

[Rabiscos] Vestido branco

Vestido branco

  
   Então eu estou aqui, olhando para ela. E eu não consigo me lembrar de um dia em que ela estivesse mais bonita. Com seu vestido branco, sua maquiagem leve, seu sorriso tímido. Não consigo me lembrar de uma vez em que eu a amasse mais do que nesse momento. 

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Pra foder com sua mente - Eraserhead (1977)

Título original: Eraserhead
Direção: David Lynch
Ano: 1977
Gênero: Terror/ Ficção científica
Sinopse: O filme segue um curto período da vida de Henry Spencer (Jack Nance), um impressor de férias. Henry descobre que sua namorada, Mary X (Charlotte Stewart), deu origem a um deformado e monstruoso bebê. Após um tumultuado e breve período vivendo juntos, Mary deixa o bebê aos cuidados de Henry. Ele tem algumas visões bizarras de uma mulher no seu radiador, e um sonho em que a cabeça de Henry é utilizada para fazer lápis borracha. Estas ocorrências levam Henry a matar o bebê.
Eraserhead polarizada e confunde muitos críticos e apreciadores de filmes mas se tornou um clássico cult. Em 2004, o filme foi considerado “culturalmente, historicamente e esteticamente significativo” pela Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos e selecionado para preservação no National Film Registry. Lynch já chamou-lhe um “sonho de coisas escuras e perturbadoras” e seu “filme mais espiritual.”

Comentário no site Download Cult: "Não é terror, mas tem terror, não é suspense, mas tem suspense, não é drama, mas representa o drama da vida cotidiana que pode assolar a todos nós."

quarta-feira, 3 de abril de 2013

[Rabiscos] A morte está na mesa



   Quando eu era criança, era bom tomar café em família. Mais que bom, era comum. Hoje, cada um tem seu compromisso, sai quando deve e come quando der. Tanto que, hoje, eu também tomo café da manhã sozinho, lendo o jornal e olhando minhas pantufas laranja. Seria até cômico se não tão trágico. Mas eu tento amenizar tudo isso com lembranças daqueles cafés em família. (Cafés esses que me deixaram com uma bela úlcera).
   Mas, um dia o vovô morreu. Assim, no humor curto e grosso de Deus. Na manhã seguinte, todos olhavam para a cadeira vazia que ele deixara. Inclusive a clara, com só cinco anos.
- Cadê o vovô?
- O vovô morreu – assim, no humor curto e grosso de meu pai.
- O que é morrer?
   Às vezes, as crianças fazem umas perguntas filosóficas demais para os adultos pensarem. E profundas demais para os cientistas resolverem.
- Morrer é quando alguém é transformado num anjo e levado pro Céu – assim, no humor frio mas carinhoso de minha mãe.
- Morrer é quando um bicho gigante entra no seu cérebro e você pára de respirar – assim, no humor mais infantil de meu irmão.
- Morrer é morrer, e pronto! – simples, curto e grosso.
   Assim, tudo ao mesmo tempo...
   Ninguém disse mais nada. Minha irmã não perguntou nada para mim; na verdade, depois de uns cinco minutos, ela já tinha esquecido pergunta e respostas, beliscando o bolo de milho.
   Eu também nunca disse nada. Nem naquele dia e até hoje. Seria demais eu dizer que vovô não tinha morrido: estava ali; tinha deixado um pedacinho seu com cada um de nós. Assim, à la O Pequeno Príncipe mesmo.
   Mas mesmo assim...
   Mesmo assim, ainda hoje, alternando o olhar entre um café que eu não deveria tomar e minhas pantufas laranjas, eu continuo me perguntando: que diabos é morrer?  

sábado, 30 de março de 2013

Por que ler As Crônicas de Gelo e Fogo


   
Você com certeza já ouviu falar de As Crônicas de Gelo e Fogo ou de Game of Thrones no mundo da telinha. A não ser, claro, que você viva num mundo paralelo onde a globalização ainda não tenha se iniciado; mas, sendo assim, você nem estaria lendo isso, então vamos voltar ao assunto principal. A obra de George R. R. Martin já vinha fazendo um enorme sucesso na crítica e garantindo muitos fãs por aí; mas depois da série da HBO inspirada nos livros, houve o boom, inclusive aqui no Brasil. Só se falava disso; e ainda se fala, principalmente nessa semana, já que a terceira temporada da série televisiva estréia nesse domingo, dia 31. Mas esse não é ponto aqui.
   O ponto é: o que faz As Crônicas de Gelo e Fogo ser tão especial? Bruxaria? Hipnose? George Martin é na verdade uma reencarnação de Hitler? Bem, não (ou sim, quem sabe, né?). Mas, eu, que estou no quinto livro da série (A Dance with Dragons – A Dança dos Dragões) e gosto de me considerar uma fã nível médio dos livros, por indicação de uma colega, vou fazer uma pequena listinha com motivos por que ler As Crônicas de Gelo e Fogo. Lembrando que é a minha opinião, então sem gracinhas. E se eu soltar algum spoiler sem querer podem me xingar que eu retiro.

Resenha: Desaparecido para sempre

Título original: Gone for Good
Autor: Harlan Coben
Páginas: 321 
Sinopse: Will Klein, quando garoto, tinha um herói: seu irmão Ken. Eis que um dia, uma garota da vizinhança (ex-namorada de Will) é estuprada e brutalmente assassinada. E o pior: Ken é considerado o principal suspeito. Ken desaparece sem deixar pistas. Para aumentar ainda mais a tensão na vida de Will, sua namorada também desaparece. Além disso, alguém parece querer manter certos fatos sob sigilo a todo custo... O autor conduz o leitor às mais ardilosas viradas na trama. Um mistério que vai levá-lo ao mais surpreendente desfecho; um suspense que mostra a busca pelo assassino, pela vítima, pela verdade

domingo, 17 de março de 2013

[Rabiscos] A quem interessar possa

A quem interessar possa

A quem interessar possa
Não amo mais.
Amei e deixei de amar
Deixei de amar a mim mesma
Deixei de amar a beleza
Me obrigaram a deixar de amar

A quem interessar possa
Não me machuco mais.
Já fui machucada
Já tiraram meu escudo
Me machucaram quando amei.

A quem interessar possa
Não me importo mais.
Já me importei
Já me doei
E doeu
Não se importaram quando fui machucada no amor.

A quem interessar possa
Não vivo mais
Deixei de amar
Quando me machucaram
E não se importaram.

Sei que a ninguém interessa
Mas não vivo mais
Só espero
Só existo.
Se a ti interessar
Viva.
 
Obs: texto de minha autoria. Dê os devidos créditos