segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Resenha: Homem-Máquina

Título original: Machine-Man
Autor: Max Barry
Páginas: 284
Nota: 5/5
Sinopse: Charles Neumann é engenheiro e trabalha em um sofisticado laboratório de pesquisas. Ele não tem amigos ou qualquer tipo de habilidade social, mas ama máquinas e tecnologia. Por isso, quando perde uma das pernas em um acidente de trabalho, Charlie não encara a situação como uma tragédia, mas como uma oportunidade. Ele sempre achou que o frágil corpo humano poderia ser aperfeiçoado, e então decide colocar em prática algumas ideias. E começa a construir partes. Partes mecânicas. Partes melhores. A especialista em próteses Lola Shanks é apaixonada por membros e órgãos artificiais. Quando conhece Charlie, ela fica fascinada por ter encontrado um homem que parece capaz de produzir um corpo totalmente mecânico. Mas as outras pessoas acham que ele é um louco. Ou um produto. Ou uma arma. Em uma sátira sobre como a sociedade se tornou tão dependente da tecnologia, Homem-Máquina narra a estranha e divertida jornada de um homem em busca de aprimoramento.



sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Resenha: Extraordinário

Título original: Wonder
Autor: R. J. Palacio
Páginas: 320
Nota: 5/5
Sinopse: August (Auggie) Pullman nasceu com uma síndrome genética cuja sequela é uma deformidade facial, que lhe impôs diversas cirurgias e complicações médicas. Por isso ele nunca frequentou uma escola de verdade... até agora. Todo mundo sabe que é difícil ser um aluno novo, mais ainda quando se tem um rosto tão diferente. Prestes a começar o quinto ano num colégio particular de Nova York, Auggie tem uma missão nada fácil pela frente: convencer os colegas de que, apesar da aparência incomum, ele é um menino igual a todos os outros.

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Volta triunfal + Esqueça um Livro

   We are back! Sim, muitas coisas aconteceram, muitos mundo acabaram e um blog foi semi-abandonado. Motivo? Escola, preguiça e mais do de sempre. Pretendo postar resenhas antigas enlouquecidamente e tentar retomar as colunas. Mas ninguém quer mesmo saber disso, então vamos ao que importa. 
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sábado, 29 de junho de 2013

[Rabiscos] Vestido branco

Vestido branco

  
   Então eu estou aqui, olhando para ela. E eu não consigo me lembrar de um dia em que ela estivesse mais bonita. Com seu vestido branco, sua maquiagem leve, seu sorriso tímido. Não consigo me lembrar de uma vez em que eu a amasse mais do que nesse momento. 

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Pra foder com sua mente - Eraserhead (1977)

Título original: Eraserhead
Direção: David Lynch
Ano: 1977
Gênero: Terror/ Ficção científica
SinopseO filme segue um curto período da vida de Henry Spencer (Jack Nance), um impressor de férias. Henry descobre que sua namorada, Mary X (Charlotte Stewart), deu origem a um deformado e monstruoso bebê. Após um tumultuado e breve período vivendo juntos, Mary deixa o bebê aos cuidados de Henry. Ele tem algumas visões bizarras de uma mulher no seu radiador, e um sonho em que a cabeça de Henry é utilizada para fazer lápis borracha. Estas ocorrências levam Henry a matar o bebê.
Eraserhead polarizada e confunde muitos críticos e apreciadores de filmes mas se tornou um clássico cult. Em 2004, o filme foi considerado “culturalmente, historicamente e esteticamente significativo” pela Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos e selecionado para preservação no National Film Registry. Lynch já chamou-lhe um “sonho de coisas escuras e perturbadoras” e seu “filme mais espiritual.”

Comentário no site Download Cult: "Não é terror, mas tem terror, não é suspense, mas tem suspense, não é drama, mas representa o drama da vida cotidiana que pode assolar a todos nós."

quarta-feira, 3 de abril de 2013

[Rabiscos] A morte está na mesa



   Quando eu era criança, era bom tomar café em família. Mais que bom, era comum. Hoje, cada um tem seu compromisso, sai quando deve e come quando der. Tanto que, hoje, eu também tomo café da manhã sozinho, lendo o jornal e olhando minhas pantufas laranja. Seria até cômico se não tão trágico. Mas eu tento amenizar tudo isso com lembranças daqueles cafés em família. (Cafés esses que me deixaram com uma bela úlcera).
   Mas, um dia o vovô morreu. Assim, no humor curto e grosso de Deus. Na manhã seguinte, todos olhavam para a cadeira vazia que ele deixara. Inclusive a clara, com só cinco anos.
- Cadê o vovô?
- O vovô morreu – assim, no humor curto e grosso de meu pai.
- O que é morrer?
   Às vezes, as crianças fazem umas perguntas filosóficas demais para os adultos pensarem. E profundas demais para os cientistas resolverem.
- Morrer é quando alguém é transformado num anjo e levado pro Céu – assim, no humor frio mas carinhoso de minha mãe.
- Morrer é quando um bicho gigante entra no seu cérebro e você pára de respirar – assim, no humor mais infantil de meu irmão.
- Morrer é morrer, e pronto! – simples, curto e grosso.
   Assim, tudo ao mesmo tempo...
   Ninguém disse mais nada. Minha irmã não perguntou nada para mim; na verdade, depois de uns cinco minutos, ela já tinha esquecido pergunta e respostas, beliscando o bolo de milho.
   Eu também nunca disse nada. Nem naquele dia e até hoje. Seria demais eu dizer que vovô não tinha morrido: estava ali; tinha deixado um pedacinho seu com cada um de nós. Assim, à la O Pequeno Príncipe mesmo.
   Mas mesmo assim...
   Mesmo assim, ainda hoje, alternando o olhar entre um café que eu não deveria tomar e minhas pantufas laranjas, eu continuo me perguntando: que diabos é morrer?